Em "A arte recusa o descarte", Jackson Araujo propõe uma leitura sensível da pesquisa de Rodrigo Bueno a partir da exposição Vozes da Jurema, apresentada pela Passado Composto Século XX na SP-Arte Rotas 2026. O texto percorre a relação do artista com matérias encontradas, objetos descartados, natureza e ancestralidade, entendendo o ato de recolher e transformar como método de pesquisa e forma de preservar histórias inscritas na matéria. Entre memória, território e espiritualidade, Araujo revela uma prática em que transformar não significa apagar o que existiu, mas permitir que a matéria continue a produzir novos sentidos.